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História


  1. A formação do Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira.


    Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira – fundado em 04/08/1973.


    Em 1973, a Maçonaria no Brasil passou por um processo de declaração conjunto de desfiliação de dez Grandes Orientes Estaduais do Grande Oriente do Brasil.

    Esse fato é considerado, junto com o momento histórico de 1927, um dos maiores acontecimentos da História da Maçonaria no Brasil, dando origem ao chamado “Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira”.

    Iniciava-se uma nova jornada na Maçonaria brasileira e fixavam-se os alicerces para que outros Grandes Orientes Estaduais se orientassem pelos princípios federativos e constituíssem, primeiramente, um Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria brasileira, que evoluiu para a Confederação Maçônica do Brasil - COMAB [SOBRINHO, Octacílio Schüler Sobrinho: “Uma Luz na História: o sentido e a formação da COMAB”. Florianópolis: Ed. O PRUMO, 1998. p.299].



    Por convocação do Grão-Mestre de Minas Gerais, Athos Vieira de Andrade, reuniram-se em Belo Horizonte/MG os Grão-Mestres Danylo José Fernandes, do Grande Oriente de São Paulo, Osmar Maria Diógenes, do Grande Oriente do Ceará, Salatiel de Vasconcelos Silva, do Grande Oriente do Rio Grande do Norte, Celso Clarimundo da Fonseca, do Grande Oriente do Distrito Federal, Nilson Constantino, do Grande Oriente do Mato Grosso, Enoch Vieira dos Santos, do Grande Oriente do Paraná, Miguel Christakis, do Grande Oriente de Santa Catarina, Luiz Alberto de Alcântara Velho Barreto, do Grande Oriente de Pernambuco, Afonso Augusto de Morais, do Grande Oriente do Maranhão, e Ivan Neiva Neves, do Grande Oriente do Espírito Santo, resultando, dessa reunião, a fundação do Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira.

    Em anúncio a todos os Grandes Orientes Estaduais, e a todas as Lojas, foi publicada a seguinte proclamação:








    Decidiu-se que:

    - Cada Grande Oriente Estadual seria autônomo, independente e soberano, reconhecendo os demais como legais e legítimos, com a adoção da Constituição e Regulamento Geral específico;

    - Que o Colégio de Grão-Mestres já seria uma instituição confederada, constituída para manter a integridade dos Grandes Orientes, unidos por interesses comuns e que brotaria dentro das vias culturais emergentes, mantida a essencialidade da Maçonaria.

    PRESIDENTES
    (até 1991)


    Athos Vieira de Andrade (Minas Gerais) 1973/1975
    Osmar Maia Diógenes (Ceará) 1974/1975
    Danylo José Fernandes (São Paulo) 1975/1976
    Frederico Renato Móttola (Rio Grande do Sul) 1976/1977
    Enoch Vieira dos Santos (Paraná) 1977/1978
    Nilson Constantino (Mato Grosso) 1978/1979
    Armando de Lima Fagundes (Rio Grande do Norte) 1979/1980
    Miguel Christakis (Santa Catarina) 1980/1981
    Raimundo Ferreira Marques (Maranhão) 1981/1982
    José Menezes Junior (São Paulo) 1982/1983
    Djalma Marques de Melo (Pernanbuco) 1983/1984
    Willian Atallah (Mato Grosso do Sul) 1984/1985
    Athenágoras Café Carvalhaes (Minas Gerais) 1985/1986
    Pedro Branco (Rio de Janeiro) 1986/1987
    José Augusto Bezerra (Ceará) 1987/1988
    José Frederico Zanin (São Paulo) 1988/1989
    Francisco Vady Nozar Melo (Santa Catarina) 1989/1990
    Rainundo Ferreira Marques (Maranhão) 1990/1991




  2. A Confederação Maçônica do Brasil – COMAB.


    Confederação Maçônica do Brasil – fundada em 06/04/1991.



    Realizou-se em Brasília, nos dias 4, 5 e 6 de abril de 1991, a “XXXVª Assembléia Geral do Colégio de Grão-Mestres”, tendo como local o Instituto Presbiteriano Nacional de Educação. [Boletim Oficial do GOSC n°310/91, de 2 de maio de 1990, p.19]

    A Reunião tinha como “Edital de Convocação” a votação da proposta de reforma do Estatuto e do Regimento Interno da Confederação Maçônica do Brasil - COMAB, ex-Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira.

    Um dos pontos de maior evidência debatidos foi a discussão e votação do projeto da “Confederação Maçônica do Brasil”. Este projeto, após discutido, votado e apresentada sua redação final, foi aprovado por unanimidade. Já o Regimento Interno ficou para ser apresentado na Reunião a ser realizada em São Luiz/MA, entre os dias 13 e 16 de junho daquele ano.

    Essa alteração objetivou vincular cada Grande Oriente Federado a uma Confederação, sem perda da autonomia, independência e soberania, com as seguintes finalidades:

    1. Representar, de forma confederada, as Potências e Obediências filiadas, mediante deliberação específica, perante as organizações, de maçons do país e do estrangeiro, e perante o mundo profano, tendo em vista a grandeza, a harmonia e a glória da Maçonaria;

    2. Congregar as Obediências no estudo da Filosofia, História, Liturgia e Simbologia Maçônica, induzindo-as à prática da filantropia, do civismo, do desenvolvimento científico, cultural e artístico e ao aprimoramento moral das sociedades sob sua circunscrição;

    3. Colaborar com as autoridades legitimamente constituídas no sentido da ordem, do progresso e do bem-estar da população brasileira;

    4. Incrementar a difusão, pelas federadas, da doutrina e dos postulados da Maçonaria universal e do ideal maçônico;

    5. Estudar e coordenar medidas que possam interessar aso federados, no sentido da ação maçônica conjunta;

    6. Sugerir e estimular instruções maçônicas entre as federadas;

    7. Ativar as relações das federadas entre si, e destas, com outras Potências;

    8. Manter cursos no campo educativo, científico e assistencial, diretamente ou por intermédio das federadas; conceder bolsas de estudos como pessoa humana útil e produtiva à sociedade; e

    9. Manter, em sua sede, biblioteca que contenha departamento público e maçônico, e estimular a criação e o desenvolvimento de organismos similares pelas federadas.


    Assinaram e anuíram a esse novo Estatuto:


    - Grande Oriente Autônomo de Alagoas;
    - Grande Oriente do Estado do Amazonas;
    - Grande Oriente da Bahia;
    - Grande Oriente do Ceará;
    - Grande Oriente Autônomo do Maranhão;
    - Grande Oriente do Mato Grosso;
    - Grande Oriente de Mato Grosso do Sul;
    - Grande Oriente Minas Gerais;
    - Grande Oriente Paulista;
    - Grande Oriente Independente da Paraíba;
    - Grande Oriente do Paraná;
    - Grande Oriente Independente de Pernambuco;
    - Grande Oriente Independente do Piauí;
    - Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro;
    - Grande Oriente Independente do Rio Grande do Norte;
    - Grande Oriente do Rio Grande do Sul;
    - Grande Oriente de Santa Catarina.



    PRESIDENTES
    (a partir de 1991)


    Milton Barbosa da Silva (Rio Grande do Sul) 1991/1992
    Hirohito Torres Lage (Minas Gerais) 1992/1993
    Antônio do Carmo Ferreira (Pernambuco) 1993/1994
    Lourival Pedro Kaled (Paraná) 1994/1995
    João Laércio Gagliardi Fernandes (Paraíba) 1995/1996
    José Carlos Pacheco (Santa Catarina) 1996/1997
    Helton Barroso Drey (Minas Gerais) 1997/1998
    Anselmo Falcão de Arruda (Mato Grosso) 1998/1999
    João Batista Coringa da Silva (Rio Grande do Norte) 1999/2000
    Milton Barbosa da Silva (Rio Grande do Sul) 2000/2001
    Plínio Ferreira Marques (Maranhão) 2001/2002
    José Mattos Silva (São Paulo) 2002/2003
    Sebastião Moreira Feitosa (Piauí) 2003/2004
    Ward Sousa Gusmão (Rio de Janeiro) 2004/2005
    Antônio do Carmo Ferreira (Pernambuco) 2005/2006
    Ticiano Duarte (Rio Grande do Norte) 2006/2007
    João Krainski Neto (Paraná) 2007/2008
    Heber Xavier (Mato Grosso do Sul) 2008/2009
    José Aristides Fermino (Rio Grande do Sul) 2009/2010
    Rubens Ricardo Franz (Santa Catarina) 2010/2011